segunda-feira, 27 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Brincar na Água em Segurança

O afogamento na criança, ou acidente por submersão, é um acontecimento trágico, rápido e silencioso, que pode ocorrer em muito pouca água.
Ocorre em ambientes familiares como a banheira, tanque de roupa ou rega, poço, fossa, piscina, lago de jardim, rio, praia ou mesmo baldes e alguidares.
Esteja preparado para evitar o acidente. Deixe as crianças brincar na água, em segurança. Leia atentamente as recomendações que se seguem:
Vigie activamente e em permanência as crianças na água
- Se houver água por perto, não perca as crianças de vista nem por um segundo;
- Durante o banho, nunca deixe uma criança com menos de 3 anos sozinha na banheira; não atenda o telefone nem a porta. Despeje a água da banheira imediatamente após a utilização;
- Esvazie baldes e alguidares, logo após a utilização.
- O álcool pode interferir com o seu estado de vigília e com a sua capacidade de nadar. Se está a vigiar crianças, mantenha-se sóbrio.
- Escolha praias e piscinas vigiadas
- Localize o nadador salvador e informe-se sobre as precauções que deve tomar. Cumpra a sinalização.
Vedações
- Vede a sua piscina, tanque de rega ou o lago do jardim. Cubra adequadamente os poços e as fossas. É importante dificultar o acesso das crianças pequenas à água através de barreiras físicas.
- Para ser eficaz, a vedação não deve permitir a passagem de uma criança por cima, por baixo ou através dela
- Há outras barreiras físicas tais como o abrigo e a cobertura rígida, electrónica ou manual, mas deverá assegurar-se de que estão sempre fechadas quando não está nenhum adulto a utilizar a piscina. As coberturas maleáveis não são indicadas para evitar o afogamento uma vez que facilmente acumulam água, ou poderão permitir que uma criança escorregue por baixo delas;
- A colocação de um alarme, mesmo com vedação, pode ser um bom auxiliar da vigilância, no caso da criança conseguir transpor as barreiras físicas. Não se esqueça de verificar regularmente o seu bom funcionamento.
Utilize auxiliares de flutuação
- Em águas agitadas, turvas ou profundas, quando andar de barco ou praticar desportos náuticos, coloque sempre à criança um colete de salvação adequado ao seu peso e tamanho. Este colete deve obedecer às normas de segurança europeias e não pode ser insuflável.
- Coloque sempre braçadeiras bem ajustadas, em águas paradas, transparentes e pouco profundas.
- As bóias e colchões insufláveis são perigosos e não devem ser usados por crianças. Viram-se facilmente ou podem ser arrastados pelo vento.
Ensine as crianças a nadar
Em Férias
- Informe-se previamente na sua agência de viagens sobre as condições de segurança na água no seu destino de férias.
- Quando chegar, e antes de desfazer as malas, inspeccione o local onde vai viver nos próximos tempos, verificando o acesso a piscinas, lagos, tranques, poços, rios ou mar.
- Localize o telefone que vai utilizar e coloque o número de emergência e a morada de férias em local visível.
- Utilize embarcações aquáticas em segurança
- Respeite e faça respeitar as zonas de banhistas. Jovens com menos de 16 anos não devem conduzir embarcações pessoais como motos de água ou outras. Lembre-se que o colete de salvação deve ser sempre utilizado.
Ensine à criança comportamentos seguros na água:
- Nadar paralelamente à margem;
- Nunca mergulhar de cabeça sem saber bem qual a profundidade da água ou se existem rochas ou desníveis no fundo; não mergulhar em pontões;
- Nunca atrapalhar outras crianças com brincadeiras perigosas (submersão da cabeça, empurrões para a água...).
A sua atitude pode salvar a vida de uma criança. Prepara-se. Se ocorrer um acidente por submersão e a criança parar de respirar, saiba como agir:
- Tenha um telefone portátil à mão ou localize previamente o telefone mais próximo;
- Se possível, alerte o nadador salvador;
- Chame o 112 e dê indicações precisas sobre o local onde se encontra;
- Se souber, inicie a reanimação cardio-respiratória e mantenha-a até à chegada da ambulância.
- Em caso de paragem cardio-respiratória devido a um acidente por submersão, o início imediato da reanimação cardio-respiratória é fundamental. Tire um curso de socorrismo.
A sobrevivência e a qualidade de vida dependem do estado da criança nos primeiros 10 minutos. As sequelas podem ficar para toda a vida e dependem do estado da criança ao chegar ao hospital.
Esteja preparado. Você pode salvar uma vida.
sábado, 28 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Como Funcionam os rins
A DRC constitui um grave problema de saúde pública, os rins nunca estiveram tão ameaçados. A actual epidemia de Diabetes e Obesidade poderão contribuir para números ainda mais elevados no futuro.
Se não for diagnosticada e tratada, a DRC pode conduzir a graves problemas de saúde, incluindo a falência renal (Insuficiência Renal Crónica Terminal- IRCT).
Como funcionam os rins

Os rins normais trabalham como filtros para limpar os resíduos do sangue, e para manterem a quantidade certa de líquido no organismo, bem como manterem o equilíbrio de sódio e potássio, entre outras coisas.Os rins filtram cerca de 180 litros de água por dia. Disso depende uma circulação saudável. Se o coração tiver demasiado líquido, fica sobrecarregado; se, por outro lado, a quantidade não for suficiente, a circulação torna-se lenta, propensa à formação de coágulos.
Os rins também têm um papel importante no controlo da tensão arterial. Ao ajudarem a regular o conteúdo de fluidos no corpo, a tensão sanguínea também pode ser alterada. É por isso que muita da medicação para a tensão arterial contém diuréticos, para aumentar a produção de urina e diminuir o volume do sangue a circular no organismo.
Por outro lado, quando o suprimento de sangue aos rins é pobre, eles produzem hormonas que causam a constrição dos vasos sanguíneos periféricos, de forma a elevar a tensão sanguínea (para poderem receber mais sangue). Muita da medicação disponível para a tensão arterial tem como alvo este mecanismo dos rins.
Portanto, o que podemos fazer para manter os nossos rins saudáveis ajudando-os, a, por sua vez, ajudar o sistema cardiovascular?
1. Beber bastante água. A um adulto saudável, recomendamos que beba 8 a 10 copos de água por dia. Isso protegerá os rins, que não necessitarão de trabalhar tanto para concentrar a urina. Definitivamente, terão o trabalho de limpeza de resíduos facilitado. A água extra também ajudará a manter um bom fluxo de sangue para os rins, ajudando no controlo da tensão arterial.
2. Não ingerir demasiada proteína. A pessoa omnívora ingere, em geral, o dobro da quantidade de proteínas de que o corpo precisa. Isso sobrecarrega os rins, pois eles têm de filtrar uma alta quantidade de subprodutos. Se não optar por uma alimentação vegetariana, deve-se comer menor quantidade de carne vermelha, aves e peixe a cada refeição e limitar-se o número de vezes, por semana, em que estes produtos são ingeridos. Esta medida também é importante para evitar os cálculos renais.
3. Reduzir o sal. Ingerir sal em excesso causa retenção de líquidos e está relacionado com a tensão arterial elevada. Quando há excesso de sal – e especialmente quando, além disso, há pouca água e muita proteína – os rins têm uma sobrecarga de trabalho. Deve-se, ainda, estar alerta para o sal escondido na comida processada ou pré-cozinhada. Muitas vezes, pensa-se que os alimentos sabem melhor, mas é apenas o sal que parece realçar o sabor. Até 75% do sal que se ingere tem como fonte o “sal escondido”.
4. Evitar a cafeína. Não importando onde se possa encontrar – quer seja no café, no chá preto ou no verde, numa bebida gasosa, no chocolate ou até em medicamentos – a cafeína constrita as artérias, elevando a tensão arterial e diminuindo o suprimento de sangue aos rins, o que também faz com que a tensão arterial fique mais elevada.
5. Controlar a tensão arterial. Como todas as partes do corpo recebem sangue, todas elas são afectadas pela tensão arterial elevada. Nos rins, causa danos irreversíveis aos pequenos filtros. Assim, pode ser iniciado um ciclo vicioso, uma vez que o rim danificado poderá, por sua vez, causar tensão arterial elevada. A tensão arterial elevada pode, ainda, danificar as artérias que irrigam os rins, que deixam, assim, de ter um suprimento de sangue adequado, estimulando ainda mais a produção das hormonas que aumentam a tensão arterial.
6. Manter o colesterol baixo. O depósito de colesterol entope as artérias e diminui o suprimento de sangue aos rins, danificando os pequenos filtros que formam a estrutura do rim. Deve evitar-se todos os alimentos ricos em colesterol. É de recordar que só os produtos de origem animal contêm colesterol. Os alimentos vegetais não contêm colesterol. O exercício físico também ajuda a manter um equilíbrio saudável.
7. Não fumar. Os cigarros contêm mais de 400 químicos tóxicos. Fumar prejudica todas as artérias, incluindo as dos rins. O tabagismo também eleva a tensão arterial, ao causar a constrição dos vasos sanguíneos periféricos.
8. Não abusar dos medicamentos. Muitos medicamentos, mesmo os mais simples que não necessitam de receita médica (como é o caso da aspirina e do paracetamol para as dores e a febre) podem danificar os rins, se forem usados durante períodos muito longos ou em doses excessivas. Deve-se tentar modos alternativos de controlo da dor, tais como sacos de gelo ou de água quente, conforme o caso.
Com os rins mais saudáveis, o sistema cardiovascular poderá funcionar melhor e sofrer de menos doenças. Pode decidir, hoje, ajudar o seu organismo a ajudá-lo.
Fonte: Marianne Ferreira